Alguns dias se passaram e para desalento de Nina chegou o dia do casamento.
Uma batida na porta. Nina enxugou as lágrimas.
_ Pode entrar!
_ Filha como você está linda! - Disse a mãe. _ Parece uma princesa... com este vestido, está linda... mas e esta lágrima não combina com tanta beleza!
A mãe olhou com certa tristeza para a filha.
_ Mamãe, não tenho outro sentimento a não ser muita tristeza... e medo.
_Ahh meu amor, não é preciso ficar assim. Todas passamos por isso um dia.
_ Mãe, você não está entendendo. Todas passam pela alegria de se casar com um homem que lhes agrada, o homem que amam, mas eu... confesso preferia ir para um convento. Disse voltando a chorar.
_ Vosmece não está exagerando filha? Seu pai já conversou com Fabrício como vosmece pediu? E Fabrício nos assegurou que cuidará bem de ti.
Nina calou-se, não haveria nenhum argumento que convencesse os pais de que ela não deveria se casar. E assim aconteceu, Maria Emília e Fabrício agora estavam casados, a cerimônia simples, somente as pessoas mais íntimas da família e alguns poucos amigos foram convidados.
A noite de núpcias seria na casa onde ela viveria com Fabrício e para lá foram após despedir-se dos pais.
Durante o caminho ela tentava controlar o choro. Em nenhum momento ela se sentiu como uma noiva, estava séria e muito tensa. Só conseguia pensar que precisaria encontrar uma maneira de poder viver, pois ela não via um futuro ao lado dele que não fosse sofrer.
Ao chegarem uma governanta de nome Filomena se apresentou e lhe mostrou a casa. Despedindo-se em seguida do casal.
Ela estava medo, sabia o que acontecia na primeira noite de um casal; mas seu medo ia muito além deste fato.
Ela sentou-se na pequena poltrona que havia no quarto e ficou apreensiva, contorcia as mãos sem conseguir olhar Fabrício, que tirava as roupas e as botas.
Ela sentia os olhos dele sobre ela, tentou acalmar-se pensando que ele poderia ser diferente, quem sabe a trataria com carinho já que agora ela era sua esposa. Ele parecia tranquilo
para alguém com o temperamento explosivo que ele possuía.
_ Não vai tirar o vestido Maria Emília? Vai ficar assim com o vestido de noiva.
Ela não sabia o que fazer, estava apavorada.
_ Eu falei com você Maria Emília!
_ Vou me vestir, se vosmecê me permitir uns momentos sozinha.
Ele começou a rir nervosamente:
_ Mas só me faltava esta. Pare de ser idiota e tire logo esta roupa, pare de querer ser santa... Coisa que vosmecê não é!
_ Não entendi Fabrício. Do que está falando?
Em três passos ele estava diante dela, agarrou-a pelo vestido e começou a rasgá-lo. Nina se sentiu como se atacada por um animal feroz. Ele arrancou suas roupas e a jogou na cama consumando o casamento de forma fria e grosseira. A ela só restou chorar.
Ele levantou-se da cama e começou a se vestir, ela tentava esconder dele sua nudez com a camisola. Olhou para o lençol, ali... naquela mancha de sangue, ficou a menina de onde veio seu apelido.
Ao vê-la chorando ele gritou:
_ Porque está chorando?
_ Porque está chorando?
Ela somente o olhou e continuou abafando seu choro para não deixá-lo mais irritado.
_ Vosmecê seria uma boa atriz Maria Emília. Acha que me enfaba? Eu não fui o primeiro homem que você teve.
Nina sabia que ele era o primeiro, nunca teve nenhum contato íntimo com Jonas, isso a fazia chorar ainda mais.
Nina sabia que ele era o primeiro, nunca teve nenhum contato íntimo com Jonas, isso a fazia chorar ainda mais.
Ele começou a caminhar na direção dela que tentou falar com ele:
_ Fabrício eu nunca tive nada com...
_ Fabrício eu nunca tive nada com...
Sua frase foi interrompida por um tapa na cara que marcou sua face.
_ Pare de chorar! Odeio mulheres choronas.
_ Pare de chorar! Odeio mulheres choronas.
Fabrício saiu do quarto batendo a porta, deixando Nina sozinha, chorando até adormecer, sem esperanças e cheia de tristeza e dor.
Nenhum comentário:
Postar um comentário