"A cor do amor" - Capítulo VI
Nina entrou em sua casa e foi imediatamente acolhida pela mãe, horrorizada com sua aparência e estado emocional, tentou abraçá -la sem encontrar reciprocidade. Soltando-se dos braços da mãe, caminhou até pai, estava séria e com aparência abatida. Parou diante dele e perguntou sem rodeios:
_ Onde está Jonas? O que fez com ele?
_ Onde está Jonas? O que fez com ele?
_ Mas olhe só quem chegou... a sua filha fujona sra. Madalena. Comentou Alfredo ironicamente, não escondendo seu desagrado.
_ Que estado lamentável Maria Emília. Vá limpar-se e vista-se descescentemente.
_ Papai, me responda! Onde está Jonas?
_ Eu não deveria responder já que vosmecê insiste em me desafiar. Mas vou dizer, para que vá se limpar e vestir-se adequadamente. Eu Já o liberei, fique tranquila. A esta hora deve estar se ajeitando em algum outro lugar longe daqui.
- Ela estava exausta e saber que não poderia mais vê-lo a desesperou, aos prantos falou com voz alterada:
_ Porque fez isso papai? O senhor nunca foi de humilhar uma pessoa desta maneira. Jonas é um homem de valor e não merecia este tipo de tratamento do senhor.
_ Vá se aprumar Maria Emília, depois conversamos. Disse Alfredo tentando encerrar a conversa, porém Nina continuou:
_ Ele tem muito mais caráter, que aquele porco que o senhor quer me obrigar a casar.
Ela ouviu passos vindo em sua direção.
_ Ora, ora... então minha noivinha me acha um porco.
Ela sentiu o sangue fugir da face ao ver Fabrício surgir da biblioteca.
_ Minha cara, quem parece ter vindo do chiqueiro é vosmecê.
Ela baixou a cabeça, tinha medo dele, de sua agressividade, de suas reações sempre tão brutas e inesperadas quando os dois estivessem longe dos pais.
Ela foi para o quarto seguida por sua mãe que confirmou, Jonas fora solto logo que Alfredo chegou a fazenda e deu-lhe ordem para que fosse embora da fazenda definitivamente.
Naquela noite ela não desceu para o jantar.
Os dias passaram lentos porém o dia do casamento chegou.
Continua...
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