Vestiu-se, tomou seu café e saiu para o trabalho.
Como todas as segundas ela passou no correio para pegar as correspondências da loja e às vezes havia uma carta dos pais.
Ao sair do correio, caminhando no passeio até a loja, uma carruagem parou, uma mulher desceu vindo ao encontro dela. Agarrou seu braço e disse:
_ Há alguém que deseja falar com a senhora.
Nina sobressaltada tentou desviar da mulher puxando o braço: _Quem é a senhora? Largue-me por favor!
_Quem eu sou não importa, há quem queira falar-lhe. Respondeu a mulher.
No mesmo instante Nina viu Fabrício perto dela, tentou correr porém ele a agarrou tentando colocar-lhe na carruagem. Ela gritava e se debatia enquanto Fabrício e a mulher a forçavam a entrar:
_ Socorro, me ajudem, socorro!
Alguém puxou Fabrício pela gola e deu-lhe um soco na cara levando-o ao chão. A mulher que o acompanhava correu em seu socorro, ajudando-o a levantar.
_Quem é você idiota metido a bacana? - Perguntou Fabrício com sangue escorrendo no canto da boca, e ajeitando a roupa. _ Quem você pensa que é?
Heitor pegou seu chapéu do chão e respondeu:
_ Uma pessoa como vosmice não merece saber respostas. Um homem que consegue arrastar uma mulher a força ... Só merece desprezo. Deixe-a em paz. Não acha que já causou problemas demais? _Heitor protegia Nina, estava assustada e agarrava-se ao braço dele. Fabrício exalava ódio. Esbravejava sem parar a ponto de chamar a atenção das poucas pessoas que passavam na rua. Entrou na carruagem acompanhado da estranha mulher, antes do cocheiro sair gritou:
_ Isso não vai ficar assim Maria Emília, ainda vou acertar as contas com você!
Ela abraçou Heitor e chorava muito, ele a abraçou e disse carinhosamente.
_ Está tudo bem minha querida, ele a machucou?
Ela respondeu negativamente apenas com um movimento de cabeça, não conseguia pronunciar palavra alguma.
_ Venha, vou levá-la até a loja. Julia e Luiz vão nos ajudar.
Seguiram pelo passeio pois estava a pouca distância da loja.
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