Naquela noite Heitor não dormiu, pensava em Nina, por mais que tentasse, não conseguia tirar aquela mulher da cabeça.
A história que Luís lhe contou o deixou inconformado. Como um homem poderia fazer com uma mulher o que fizeram os homens que ela teve. Sua fragilidade física, delicadeza dos traços, educação, não combinavam com este sofrimento.
Agora estava mais que decidido. Antes de voltar para casa, iria fazer uma visita a Nina, precisava descobrir mais da única mulher que lhe despertou o interesse após tantos anos de solidão...
Agora estava mais que decidido. Antes de voltar para casa, iria fazer uma visita a Nina, precisava descobrir mais da única mulher que lhe despertou o interesse após tantos anos de solidão...
Dois dias haviam se passado desde o jantar. Heitor passava a maior parte do tempo com Luís fazendo visitas pela cidade, tratando de negócios, revendo velhos amigos. Nestes dois dias só haviam se comprimentado.
Era sábado, Nina estava em casa ajeitando as roupas da semana. Bateram palmas, ela estranhou, quem seria? olhou pela janelinha e qual não foi sua surpresa ao ver que Heitor parado a frente. Ajeitou-se rapidamente e abriu a porta.
_Senhor Heitor? Bom dia! Está tudo bem? Aconteceu alguma coisa com Dr. Luís? - Perguntou preocupada._ Bom dia Nina! Não houve nada, aliás, ele nem imagina que estou aqui. Pode sossegar seu coração. - Ele deu um sorriso e continuou a falar sem jeito.
_ Perdoe-me tomar a liberdade de chamá-la?!
Ela sentiu-se alíviada por saber que estava tudo bem.
_Imagine Sr. Heitor! Não há porque se desculpar. Fique a vontade para chamar-me quando desejar.
_ Está certo. Agora eu que peço: Pare de me chamar de Senhor, não pediu que a chamasse pelo apelido? Peço também que me chame apenas Heitor! Combinado?
_ Combinado! Ela sorriu sem jeito. Gostaria de entrar?
_ Sei bem que o convite é por educação. Não ficaria bem se eu entrasse. Vim apenas fazer-lhe um convite.
_ Combinado! Ela sorriu sem jeito. Gostaria de entrar?
_ Sei bem que o convite é por educação. Não ficaria bem se eu entrasse. Vim apenas fazer-lhe um convite.
_ Ela levantou a sobrancelha curiosa. _ Um convite?
_ Gostaria de convidá-la para um chá, na Confeitaria Central. Conversarmos um pouco, conhecer um pouco mais um do outro, passar algumas horas agradáveis.
O convite de Heitor a pegou de surpresa.
O convite de Heitor a pegou de surpresa.
Ele era um homem bonito, elegante, educadíssimo e muito charmoso, porém por respeito ao patrão nunca passou por sua cabeça que ele a pudesse convidar para sair.
Pensou rapidamente e respondeu:
_Confesso que pegou-me de surpresa... mas vou aceitar seu convite. Respondeu serenamente.
_Confesso que pegou-me de surpresa... mas vou aceitar seu convite. Respondeu serenamente.
_ Ótimo. Disse não escondendo a satisfação.
_ As 15.00 hs está bem para você? Passarei para pegá-la!
_ Estarei esperando Heitor.
_ Sendo assim... até mais tarde!
_ Até mais tarde senh... até mais tarde Heitor.
Ela entrou em casa com a impressão de estar sonhando. Sentiu um frio na barriga. Pensou se não havia sido precipitada em aceitar o convite dele.
_ Que vergonha Nina, que atrevimento. - Repreendeu-se em voz alta rindo de si mesma em seguida.
_ Até mais tarde senh... até mais tarde Heitor.
Ela entrou em casa com a impressão de estar sonhando. Sentiu um frio na barriga. Pensou se não havia sido precipitada em aceitar o convite dele.
_ Que vergonha Nina, que atrevimento. - Repreendeu-se em voz alta rindo de si mesma em seguida.
Precisava se apressar ou não ficaria pronta a tempo.
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